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Projeto Social: criança ganha do H13 correção cirúrgica urológica totalmente de graça

Vinicius Wagner, de 8 anos, é mais uma das crianças beneficiadas pelo projeto social do hospital 13 de maio que contempla crianças e adolescentes com cirurgia de graça. O garotinho sofria de um problema comum entre os bebês chamado de criptorquidia unilateral, quando um dos testículos não desce para a bolsa escrotal. Para corrigir o testículo retido, os urologistas Dr. Henrique Fernandes e Dr. Alexandre Rezende realizaram um procedimento chamado orquidopexia.
A cirurgia para tratar testículos não descidos deve ser feita antes dos 2 anos. Como o Vinicius já está com 8 anos, os médicos explicaram que havia o risco de o testículo que ainda estava na região intra-abdominal não ser mais aproveitado. “Felizmente, conseguimos posicionar o testículo na bolsa e o Vinícius terá uma vida normal”, frisaram os urologistas. A mãe do menino, Aparecida Wagner, não se continha de tanta alegria. Ela conta que vivia angustiada esperando pela cirurgia na fila do Sus. “Eu estou muito feliz. Meu filho ser contemplado com essa correção pelo 13 de Maio nos traz um grande alívio, pois a situação dele já estava afetando o psicológico dele e nós não tínhamos dinheiro para pagar por ela”, comentou. 

Para os médicos – que participam do projeto social como voluntários – a iniciativa é muito gratificante. “Somos parceiros do hospital e colaboramos sempre, pois é uma maneira de ajudar as pessoas menos favorecidas”, frisaram.
Na opinião da diretora executiva do H13, Eliane Frescura, as cirurgias sociais possibilitam uma nova vida para crianças e adolescentes que sofrem com a demora do poder público. “Com o apoio dos médicos e das nossas equipes, podemos prestar atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade social, com dificuldade de acesso a esses procedimentos”, finaliza.

Acompanhe a reportagem no link: https://www.facebook.com/watch/?v=627706281257724

Fatores de risco da criptorquidia – Os principais fatores associados ao surgimento desta condição são: nascimento prematuro, problemas hormonais, síndrome de Down, baixo peso do bebê, hérnias no local por onde descem os testículos do abdômen para o escroto e contato com substâncias tóxicas.
Há ainda fatores de risco relacionados com o comportamento da mãe durante a gestação que podem aumentar as chances de desenvolver o problema, tais como obesidade, diabetes gestacional, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas.
Prevenção – Não há uma forma comprovada para prevenir a criptorquidia. Recomenda-se às mães evitarem alguns fatores que aumentem o risco, como cigarro, álcool e obesidade. No entanto, isso não garante que a criança não desenvolverá o problema.
É importante atentar-se para o diagnóstico precoce, que evitará maiores complicações, como esterilidade e o desenvolvimento de neoplasias. Exames durante a gestação e logo após o nascimento podem detectar o problema nos testículos.
Tratamento – Se a migração dos testículos para a bolsa escrotal não ocorrer de forma natural até o primeiro ano da criança, o urologista pediátrico provavelmente recomendará a cirurgia, chamada orquidopexia.

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