(66) 3212-4700

H13: equipamentos de ponta são utilizados com sucesso em neurocirurgia


O Hospital 13 de Maio (H13) realizou recentemente, pela primeira vez, uma neurocirurgia utilizando dois equipamentos de ponta na tecnologia da medicina: um neuronavegador e um aspirador ultrassônico.
O procedimento foi realizado num paciente de 31 anos diagnosticado com um glioma (tumor) de baixo grau localizado numa área importante do cérebro.
Segundo o neurocirurgião Dr. Joubert Borges de Almeida Júnior, “o grande desafio era retirar todo o tumor com menos complicações intra-operatórias e pós-operatórias, de forma que não comprometesse muito a visão do paciente, já que o glioma estava na região cerebral responsável pelo processamento da visão”.
Na opinião do médico, o êxito da cirurgia é resultado do conhecimento técnico aliado aos sofisticados equipamentos utilizados no procedimento: o neuronavegador – considerado um GPS, pois auxilia o neurocirurgião como um guia, por meio de imagens – permite extrair a neoplasia de maneira menos invasiva, diminuindo chance de prejudicar as áreas saudáveis. Já a tecnologia do aspirador ultrassônico oferece aos médicos uma precisão para retirada do alvo intracraniano (tumor), evitando dessa forma, lesões graves ao paciente.
Além do Dr. Joubert, participaram da cirurgia o neurocirurgião Dr. Aurélio Steglich e o anestesiologista Dr. Igor Haddad. “O H13 já é referência em medicina de alta complexidade porque além de contar com uma excelente equipe médica capacitada, utiliza esses equipamentos que estão disponíveis apenas em grandes centros. Essa tecnologia nos permite operar com mais segurança”, completa.O paciente se recupera bem, sem déficits motores e segue com acompanhamento do oncologista clínico Dr. Eduardo Romero. Como tratamento coadjuvante, ele poderá fazer quimioterapia no próprio hospital.
DIAGNÓSTICO DA DOENÇA – Dr. Joubert conta que o paciente deu entrada no Pronto Atendimento com crises convulsivas, um dos sintomas do tumor.
Diante da suspeita, foram realizados exames de ressonância – que apontaram uma mancha no cérebro do paciente – e, em seguida uma biopsia para o diagnóstico definitivo do tumor cerebral. “Fizemos uma biópsia estereotáxica que é uma técnica minimamente invasiva que usa um sistema de coordenadas tridimensionais para localizar o alvo tumoral no cérebro para assim realizar a biópsia”, explica.
“Ao avaliar o paciente, descobri, através de uma campimetria computadorizada que solicitei ao oftalmologista Dr. Bernardo Martins, que ele já tinha déficit visual que estava sendo provocado pelo glioma, ou seja, outro sinal de alerta”, acrescenta.
Com o diagnóstico, o paciente foi submetido à cirurgia que foi realizada com êxito.

Ângela Gimenez

Ângela Gimenez

Jornalista

Ângela é formada em jornalismo, atua como assessora de imprensa para órgãos públicos e privados. Também é cerimonialista e apresentadora de TV. Atualmente apresenta o Programa Evidência, na Record TV, em Sorriso.

Share This