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De forma inédita, H13 utiliza neuromonitorização em cirurgia para retirada de tumor no cérebro

Fonte: Ângela Gimenez

Para prevenir déficits neurológicos numa paciente submetida a uma cirurgia para retirada de um tumor cerebral, de forma inédita, o Hospital 13 de Maio fez uso da Neuromonitorização Intraoperatória (MNIO), que reduz significativamente os riscos de complicação neurológica.
O procedimento foi realizado numa mulher que buscou atendimento no Pronto Atendimento do H13 com crises convulsivas. Após exames de imagem foi diagnosticada com um volumoso tumor no cérebro.
A cirurgia foi conduzida pelos médicos Dr. Joubert Borges de Almeida Jr. e Dr. Aurélio Steglich (neurocirurgiões), Bruno Gumiero (neurofisiologista) e Dr. Álvaro Colombo (anestesiologista). No procedimento foram utilizados ainda equipamentos de ponta como neuronavegador e aspirador ultrassônico.
A paciente teve alta e se recupera bem.
“Ficamos muito satisfeitos com o resultado dessa cirurgia. Já havíamos utilizado com êxito o neuronavegador numa cirurgia de coluna e, agora, nessa cirurgia no cérebro”, frisa Dr. Joubert.
Segundo ele, além da tecnologia disponível, as excelentes condições de estrutura do hospital foram fundamentais para a realização do procedimento. “Somos gratos ao empenho de toda a direção que conseguiu oferecer todas as condições necessárias, como a criação de uma vaga na UTI para receber a paciente”, salienta.
A diretora do H13, Eliane Frescura, destaca que o hospital tem investido cada vez mais na aquisição dos mais modernos equipamentos e no aprimoramento das suas instalações. “Com nossa moderna estrutura cirúrgica podemos oferecer as melhores ferramentas aos profissionais e um atendimento de qualidade aos pacientes”, frisa.
O que é a Neuromonitorização Intraoperatória (MNIO)?
Conforme o neurocirurgião Dr. Joubert Almeida, a MNIO é uma importante ferramenta porque monitora continuamente importantes funções do sistema nervoso durante a cirurgia, reduzindo assim o risco de limitações pós-operatórias para o paciente. “Com o neuromonitoramento, conseguimos ressecar tumores de maneira funcional e controlada, preservando assim a função de áreas cerebrais, vias nervosas conectadas, medula espinhal e estruturas nervosas periféricas”, completa, adiantando que a estratégia médica durante a intervenção cirúrgica pode ser alterada em caso de alterações neurológicas.
O neuromonitoramento intraoperatório também pode ser usado em aplicações neurocirúrgicas como cirurgia da epilepsia, aneurismas cerebrais, cirurgia do tronco cerebral e estabilização da coluna vertebral.

 

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